Sexta-feira, 13 de Maio de 2011

Os jovens enrascados foram educados em escolas onde o senhor Catroga (ministro das finanças) não investiu um tostão dos fundos comunitários, não receberam formação profissional porque os dinheiros do FSE foram investidos no enriquecimento dos amigos do regime de então, andaram em escolas onde os inspectores pedagógicos eram enviados para perseguir os professores que eram mais rigorosos na avaliação, andaram em falsas universidades que se multiplicaram como cogumelos da democracia de sucesso. Muito do dinheiro que devia ter sido e ser investido no seu futuro tem de ser usado para pagar as pensões do Banco de Portugal, dos que se aposentaram com cinquenta anos graças às regras do tempo em Portugal era o oásis económico da Europa.

 

E porque não processar Eduardo Catroga por destruir a imagem das universidades portuguesas ao fazer-se nomear professor catedrático a tempo parcial 0% quando nunca teve uma carreira de professor brilhante e já há anos que é pensionista? Algum jovem deste país tem entrada numa universidade estrangeira se esta souber que um dos catedráticos das cadeiras que este aluno estudou foi um catedrático a tempo parcial 0% nomeado seis meses depois de já o ser? É evidente que não só não terá entrada numa universidade estrangeira, como ainda se arrisca a ser ridicularizado por sonoras gargalhadas. Além disso, estes jovens ainda poderiam pedir uma investigação à gestão e privatização do BPA conduzida na ocasião pelo ministro das Finanças Eduardo Catroga.

 

E não devem ser apenas os jovens a processar os políticos irresponsáveis como Eduardo Catroga, as empresas e cidadãos cujos processo sejam atrasados para que os tribunais se possam pronunciar as queixas oportunistas por ele motivadas devem processá-lo pelas perdas económicas e morais daí resultante. Aliás, qualquer português pode e deve processar Eduardo Catroga por um triplo crime contra Portugal, pelos prejuízos provocados ao país pelo aumento da ineficácia da justiça, pelo desprestígio da justiça junto dos portugueses e dos investidores estrangeiros e pela utilização abusiva e ilegítima da justiça e do dinheiro que os contribuintes gastam nela em manobras políticas oportunistas".

Em Maio de 2008 o, e senhor, professor Joao Duque presidente do conselho directivo do Instituto Superior de Economia e Gestão, produziu um despacho contratando, “por conveniência urgente, para exercer as funções de Professor Catedrático Convidado, a tempo parcial 0 %, além do quadro do Instituto, com efeitos a partir de 1 de Setembro de 2008”, Eduardo Catroga. Acrescenta sibilinamente, não carece de visto prévio do Tribunal de Contas. Está-se mesmo a ver que andaram a fazer contas para não ultrapassar a fronteira em que seria exigido passaporte do TC. Para quem passa a vida a clamar por transparência, estamos conversados.
Algumas questões? Esse tal Catroga não acumula reformas e outros vencimentos? Não recebe da CGA mais de 9.000 euros/mês? Não é administrador da Sapec e da Nutrinveste? O que quer dizer tempo parcial 0 %? Aparentemente nem precisa andar pelos corredores do ISEG, de mãos nos bolsos a assobiar! Para qualquer leigo tempo parcial 0 % é não fazer mesmo nada. Se é assim, porque é que se paga retroactivamente, desde 2008, por não fazer nada?

Antigo ministro das Finanças e "criador das já famosas PPP" , professor catedrático convidado do ISEG, Eduardo Catroga aposentou-se no mês de Abril  de 2007com uma pensão mensal de 9 693,54 euros, de acordo com a listagem publicada pela Caixa Geral de Aposentações (CGA) para o próximo mês. Em conversa com o Correio da Manhã, o economista explicou que o valor é a soma das pensões a que tem direito pelos seus descontos como funcionário público  e como trabalhador privado. (Sou capaz de não ter percebido bem: a pensão dos 40 anos no privado é paga pela CGA? Para simplificar, diz ele?)

Só trabalhando no privado isto é possível: Trabalhar na Sapec, Nutrinveste e dar aulas no ISEG. Ou trabalhou no privado 40 anos e de seguida 20 na função pública (ficaram 5 anos para fazer todas as aprendizagens desde o nascimento) ou então nunca cumpriu as 35 horas semanais na função pública! ou as 40 no privado! no tempo em que acumulou em simultâneo. Convenhamos que há coisas esquisitas, isto para não falar no tal tecto máximo de 12 salários mínimos para as reformas, que pelos vistos não é para cumprir. Coisas....


Armindo Castelo Bento
meumail(armindobento@gmail.com)
Telemovel: 935178070

 

publicado por alertamadrugada às 17:32
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Quinta-feira, 12 de Maio de 2011

A culpa é do pólen dos pinheiros,
dos juízes, padres e mineiros,
dos turistas que vagueiam nas ruas,
das strippers que nunca se põe nuas,
da encefalopatia espongiforme bovina,
do Júlio de Matos, do João e da Catarina.
A culpa é dos frangos que teem HN1
e dos pobres que já não têm nenhum.
A culpa é das putas que não pagam impostos,
que deviam ser pagos também pelos mortos.
A culpa é dos reformados e desempregados,
cambada de malandros feios, excomungados.
A culpa é dos que tem uma vida sã
e da ociosa Eva que comeu a maçã.
A culpa é do Eusébio que já não joga a bola
e daqueles que não batem bem da tola.
A culpa é dos putos da Casa Pia,
que mentem de noite e de dia.
A culpa é dos traidores que emigram
e dos patriotas que ficam e mendigam.
A culpa é do Partido Social Democrata
e de todos aqueles que usam gravata.
A culpa é do BE, do CDS e do PCP
e dos que não querem o TGV.
A culpa até pode ser do urso que hiberna,
mas não será nunca de quem governa!

Nela Marques



publicado por alertamadrugada às 17:28
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Terça-feira, 10 de Maio de 2011

Seria bom que os Portugueses se habituassem ao facto de saberem que devem pagar impostos, mas que por outro lado também têm direitos e que devem exercê-los  no âmbito de uma cidadania para a qual andam meios adormecidos. E um desses direitos é interrogarem os Deputados a quem eles dão os seus votos, com o direito de saberem o que fizeram esses mesmos Deputados em prole dos districtos por onde foram eleitos. Os partidos politicos de uma forma quase genérica escolhem os seus Deputados , cabeças de listas fora do districto ou melhor dizendo ,quase sempre de Lisboa.Em época eleitoral dever-se-ia perguntar ao respectivos Deputados o que fizeram pelo seu districto, quantas vezes se deslocaram  ao mesmo, como o conhecem, que visão têm dos seus problemas e que soluções preconisam, como se comporta a saúde, a educação, a empregabilidade e os factores que as determinam?Dir-me-ão: Após eleitos eles são Deputados da Nação, argumento gasto que muitas vezes tenho ouvido.È no respectivo districto que obtêm os votos. Durante a campanha eleitoral querem saber de tudo o que se passa no districto, prometem ás pessoas resolver-lhes todos os problemas. E depois? Quantas vezes se deslocam lá.Esqueceram os problemas das pessoas porque passaram a ser Deputados da Nação?

Conheço Deputados que foram eleitos e a única coisa que fizeram em relação ao districto que os elegeram foi alguns requerimentos e mesmo assim alguns deles fruto de trabalho dos Deputados Municipais. Isto é escandaloso a meu ver. Está a chegar um Tempo de pedir contas.Então convido todos a fazer a contabilidade do que fez o seu Deputado e de quantas vezes se deslocou ao districto que o elegeu.Depois de realizar essa contabilidade veja se merece a pena utilizar o seu direito de voto. Alguns Deputados até poucas vezes intervieram na Assembleia da República.

Mais uma vez considero que seria muito interessante se nos boletins de votos houvesse  um quadradinho para a abstenção. Teriamos por certo pessoas eleitas com 15% e claro isso não convém nada.

Maria Antonieta Girão Fevereiro

publicado por alertamadrugada às 23:26
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Domingo, 01 de Maio de 2011

A UGT e a CGTP consideram que o Dia do Trabalhador que hoje se comemora ocorre numa conjuntura especial e vão apelar aos portugueses para que lutem contra a imposição de medidas que ponham em causa o Estado Social.

O secretário-geral da UGT, João Proença, considerou que o Dia do Trabalhador ocorre num momento «muito especial» em que decorrem as negociações com a 'troika' e se preparam as eleições legislativas.

«Por isso vão vir ao de cima as preocupações centrais do movimento sindical, em defesa do emprego, da contratação colectiva, de salários dignos e do Estado Social», disse à agência Lusa.

Segundo o sindicalista, a UGT vai usar esta data para salientar estas questões junto dos trabalhadores e deixar «alguns avisos do que é possível e do que não é possível, no quadro da negociação» em curso com o FMI, BCE e Comissão Europeia.

«Não podemos aceitar que a negociações com a 'troika' sejam usadas para desregular as relações de trabalho, pôr em causa a contratação colectiva ou o Estado Social», afirmou Proença.

Para o secretário-geral da CGTP, Manuel Carvalho da Silva, este 1.º de Maio vai ser «de grande exigência e de grande necessidade de compromissos para o futuro próximo».

«Temos em Portugal uma 'troika' da UE, FMI e CE a definir um conjunto de maldades que vai ter o apoio dos partidos do arco do poder, que sabemos que vai ser mais um conjunto de sacrifícios para os trabalhadores e para o povo. Aliás, diz-se que não se sabe mais das negociações para que a revolta no 1.º de Maio não seja maior», salientou, em declarações à Lusa.

O sindicalista considerou que Portugal, que fez a descolonização, está a ser colonizado pela União Europeia, cujas políticas são de «ausência de solidariedade e de colonização dos mais ricos aos mais pobres».

«A democracia está posta em causa porque a pobreza e as desigualdades se agravam e o desenvolvimento do país está bloqueado», afirmou, acrescentando que «é preciso um esforço muito grande» para contrariar a situação.

Por isso, a Intersindical vai aproveitar o Dia do Trabalhador para assumir a continuação da luta e para mobilizar o povo português.

Lusa/SOL

publicado por alertamadrugada às 18:59
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