Terça-feira, 23 de Novembro de 2010

Crise é a palavra mais escutada nos tempos que correm e para além de tristeza nos olhos das pessoas, noto uma certa apatia, como se por qualquer desígnio de má sorte , de malapata, os portugueses estivessem condenados a qualquer força maligna donde jamais conseguirão sair.

E è esta apatia, mais ainda do que a própria crise, que me assusta.

Somos uma Nação que deu povos ao Mundo que atravessou um mar revolto em casquinhas de nozes e conseguiu passar o Cabo Bojador.

Então porquê esta resignação?

A Alemanha no pós guerra conseguiu reerguer-se e não me venham dizer: " mas isso é o povo alemão" .

O povo português tem uma história de coragem de valentia,aquando das descobertas e mais tarde aquando da emigração para países europeus e da américa, onde honrou sempre o nome de Portugal. Que diferênça se regista por exemplo entre os nossos emigrantes, pessoas ordeiras, humildes e trabalhadoras e a vaga de emigração de leste que assolou o nosso País e que na sua maior parte  contribuie para agravar os nossos problemas.

Não se trata aqui de alguma forma de xenofobismo, mas de constatatação de factos onde as excepções confirmam a regra.

Vamos alertar consciências, exigir dos politicos que falem verdade ao povo português, que encontrem as soluções e que se não são capazes de as encontrar, que reúnam  homens e mulheres competentes pois que muitos haverão. 

Esqueçam-se as querelas partidárias, as partidarites, as campanhas eleitorais, os boys, os institutos, fundações e outras coisas tais, governadas por pessoas nomeadas pelos partidos que não gerem coisissima nenhuma, apenas auferem ordenados elevados que não merecem.

Governe-se para as pessoas, em vez de se governar para a Banca, para os mercados e seu nervosisimo.

Ponha-se o País a produzir nas diversas áreas em que já produziu e direcione-se o consumo para o produto nacional.

Facilite-se a venda a quem produz, isto sobretudo nos produtos de agricultura, papel que poderia muito bem ser levado acabo pelos Municípios.

Ao povo português nunca faltou coragem, determinação e mais do que nunca é necessário fomentar estes valores humanos, assim como a solidariedade e o voluntariado. A Igreja tem alertado para a consciência social colectiva e dos que mais têm é esperada em vez do medo da violência, a solidariedade e a partilha.

Somos nós e mais ninguém que vai ter de resolver os seus próprios problemas e não podemos nunca refugiarmo-nos na tese dos coitadinhos e ou agora nada há a fazer.

Há soluções. Sempre as soubemos encontrar e uma vez mais vamos saber. A conflitualidade social só virá se não formos pró-activos na resolução dos nossos problemas e solidários na partilha.

Maria Antonieta Girão

 

  

 

 

 

publicado por alertamadrugada às 18:33
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